Avançar para o conteúdo principal

1: The Crowd Cheers

You walk outside and there's a crowd of people standing there, cheering your name. As you stare at them, they cheer louder and more people join in. What are they cheering for?

Hoje é um dia como tantos outros. Acordo preguiçosamente com os raios de sol a despontar pelo meio das cortinas. Abro os olhos lentamente, sem qualquer pressa de acordar e regressar à realidade que me espera fora destas quatro paredes.
Espreguiço-me ainda mais lentamente.

Ao olhar em volta tomo consciência que talvez hoje não seja um dia igual a qualquer outro na minha vida ainda que as quatro paredes que me rodeiam sejam as mesmas que sempre me rodearam. 
No final do dia as paredes vão continuar a ser as mesmas mas eu serei diferente.

Viro-me e penso que não são mais cinco minutos em que estou enterrada no meio de almofadas que irão fazer diferença.

Sim, eu sei que pertenço à minoria das pessoas com sorte no mundo (ou será azar?). Tenho uma vida desafogada e sem grandes preocupações. Isso não faz de mim menos mortal que os outros. Isso não faz que tenha menos sentimentos que aqueles que me rodeiam.

Batem na porta do meu quarto em número par. Ou melhor, ela bate na porta do meu quarto em número par. Faz sempre isso e, só por isso, já sei que é ela que o faz.
Fecho os olhos novamente. Faço-me de morta porque não me apetece enfrentar o "hoje". Além disso, conhecendo-a como conheço... sei que está a tentar que eu me mexa, pelo menos, 30 minutos antes do que é necessário. Não quero!
Nem tentou abrir a porta. Ela já sabe que neste tipo de situações eu fecho a porta à chave para não lhe dar hipótese de me incomodar antes do momento que entendo como razoável.

Volto ao torpor em que me encontrava... Não há silêncio, há sim um murmúrio que o meu cérebro não quer interpretar.
Os raios de sol mexem-se e batem-me na cara. Ou terei sido eu a mexer-me?
Não vale a pena adiar mais. Sento-me na cama e percebo que o murmúrio que vem lá de fora é como alguém que me chama.

Levanto-me e visto o meu robe. Olho-me no espelho e tento minimizar os efeitos do sono na minha cara.
Abro as portadas da minha varanda e sou invadida pela onda sonora que a multidão provoca a chamar o meu nome.
Ao perceberem que vou surgir na varanda do meu quarto há um aumento no volume das saudações.

- Longa vida à Rainha Catarina! - dizem eles em plenos pulmões

E eu só quero gritar "O meu pai morreu! Deixem-me em paz!"

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Hoje escrevo-vos com o coração

[e publico para o mundo inteiro ver... porque há coisas que o mundo não precisa de saber mas há outras que preciso tirar de dentro do peito]

Há 4 anos atrás descobri que vinha sendo enganada pela pessoa que amava. Durante uns dias hesitei mas acabei por tomar a decisão mais dificil que alguma vez tomei: decidi que não queria mais aquela pessoa na minha vida. 
Psicologicamente estava de rastos... só eu sei o que passei, nesse último ano, nas mãos da pessoa que me tinha feito promessas vãs.

Das últimas conversas que tivemos ele disse-me que iria apagar o seu perfil de Facebook. Para eu não achar estranho... que essa decisão nada tinha a ver comigo, que era ele que precisava de o fazer apenas por si próprio.
[sim, eu lembro-me dessa conversa como se tivesse acontecido há 2 minutos atrás.... o raio da memória nesse tempo ainda era grande, enorme. 
hoje em dia é uma titica e quase não me lembro do que fiz hoje de manhã]

Tudo muito certo até eu descobrir, meses mais tarde, que quando ele me disse…

Acho que preciso esclarecer

A quem não convive comigo diariamente... Não me interpretem mal!

Eu segui e sigo em frente todos os dias. A pessoa a quem me refiro no post anterior é passado e não possuo qualquer sentimento por ele... nem sequer ódio.
As recordações do tempo que passamos juntos são-me completamente inócuas. Foram vivências e apenas isso.

A irritação que vos transmiti... eu diria que acontece de ano a ano e, lá está, apenas porque sinto que há ali um poder sobre mim. E se há coisa que eu não gosto é que tenham poder sobre a minha pessoa.

[eu sei que pareço calminha e, por vezes, até submissa.... mas é algo que não sou mesmo!]

Ia chamar este post de "homossexualidade" mas o que vou escrever é mais abrangente que isso

Acabei de ver o excerto do vídeo em que 2 jogadores do Sevilha, ao celebrarem a sua vitória contra o Benfica, se beijam.

Não sei se são heterossexuais, homossexuais ou bi e sinceramente não me interessa particularmente qual a sexualidade de duas pessoas sobre as quais nunca tinha ouvido falar a não ser há umas horas atrás.
Mas já que vou opinar, não me pareceu que aquele beijo que tenha sido algo "novo" entre eles... foi um beijo de quem se beija dessa forma, ou seja, não houve aquele momento surpresa. Sendo que isso não quer dizer absolutamente nada quanto à sexualidade de ambos.

E agora voltando ao que me levou a pensar escrever este texto.
Lembro-me de, não há muito tempo, ter visto uma notícia que divulgava o primeiro jogador de futebol a assumir-se como homossexual. Penso que ele era alemão... ou então jogava num clube alemão, já não sei muito bem. Lembro-me que nessa altura pensei que ele não poderia ser o único homossexual nesse meio. O problema é que o futebol é um d…